Tanto é o amor que aqui deixo
Nestas linhas que te escrevo,
Cada palavra é um beijo,
Cada frase é um desejo,
Meu coração que te entrego.
Ah! Amor que o amor me faz feliz,
Cujo júbilo de mil cantos
São, de querubim, doces cantos
E sorrisos de um petiz
Entregue a tantos encantos.
É.me ardente a paixão que por ti arde
Como a fúria de um trovão no firmamento
Rasgando em raios de luz cada momento
Contigo e me leva ao paraíso, alarde.
És força e fogo do meu alento.
Amo-te na tinta e traço deste aparo
Muito além da saudade que me vela
Sita nas letras que caem sem reparo
Nesta carta, tão londe do teu amparo,
Do brilho do mais bela estrela.
Ah! Poder tocar-te e te ouvir cantar,
Seres-me a mão que me acaricía a tez
Com miríades de ternuras a embalar
E, no teu regaço a dormitar,
Beba, de um trago o mar... talvez!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Hoje vi-a
Hoje vi-a
Tão amena como o sal
Num tempero de ternura.
Sorria...
Era um manancial
Ao sol do meio-dia,
Uma visão de candura.
Hoje o seu brilho rutilou
Fino como geleia real
Na língua e nos lábios
Que um beijo beijou,
Bela história de velhos sábios.
Hoje vi-a surgida,
Como a vira nunca antes,
Princesa dos desertos de areias quentes
Numa cidade de oiro perdida.
O encanto dos seus olhos
Tornou-se a doce e cálida fragrância
Duma paveia de fresco pasto
E montes de rosas aos molhos,
O desespero da minha ânsia.
Era um olhar tão terno e casto.
A manhã estava a meio,
O rio ia cheio
Da tempestade de ontem.
Passeava na margem,
Respirando a aragem
Pois livre à rua saí
E então a vi
E me prendi.
Tão amena como o sal
Num tempero de ternura.
Sorria...
Era um manancial
Ao sol do meio-dia,
Uma visão de candura.
Hoje o seu brilho rutilou
Fino como geleia real
Na língua e nos lábios
Que um beijo beijou,
Bela história de velhos sábios.
Hoje vi-a surgida,
Como a vira nunca antes,
Princesa dos desertos de areias quentes
Numa cidade de oiro perdida.
O encanto dos seus olhos
Tornou-se a doce e cálida fragrância
Duma paveia de fresco pasto
E montes de rosas aos molhos,
O desespero da minha ânsia.
Era um olhar tão terno e casto.
A manhã estava a meio,
O rio ia cheio
Da tempestade de ontem.
Passeava na margem,
Respirando a aragem
Pois livre à rua saí
E então a vi
E me prendi.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Poeta só
O sol da meia-noite vai alto,
O do meio-dia já se pôs.
Nocturno gaiato audaz
Diurno, jovial arauto.
As luas são catraias animadas
De quarto em quarto vão
Sempre meninas mimadas
Onde andam, onde estão.
O terceiro tímido sol
Cora-se em arrebol
No mundo roxo doutro mundo,
Planeta no espaço profundo.
Lá vive só com uma caneta
um poeta.
O do meio-dia já se pôs.
Nocturno gaiato audaz
Diurno, jovial arauto.
As luas são catraias animadas
De quarto em quarto vão
Sempre meninas mimadas
Onde andam, onde estão.
O terceiro tímido sol
Cora-se em arrebol
No mundo roxo doutro mundo,
Planeta no espaço profundo.
Lá vive só com uma caneta
um poeta.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Vida que queria para mim
Entre a canízia da moita,
À noite, canície ao luar,
Vislumbro um vulto.
Será um viandante que ali pernoita,
Apenas um homem culto
Por ali a divagar
Ou a vista que me engana
Nesta conezia do tempo meu?
Quiçá, alguém que se esqueceu
No frio gelado lá fora
De tudo o que tanto ama,
Alguém perdido em melancolia
Que a vida abandonou;
Quiçá, alguém cheio de alegria
Que por ali se encontrou.
É pequena a janela do meu quarto
Que na noite de insónia vem,
Calvas moiteiras e pasto grado
Estendendo-se muito além;
Ao longe, uma ténue sombra
Que porventura me lembra alguém,
Por ali anda ao relento
Como um estranho mendigo
À procura de um amigo
Sem abrigo, sem alento.
Visto-me para encontrar um caminho
Por entre o pasto a maninho
Mas o gelo debilita a fúria
Nas altas horas que são.
-Sair de casa é incúria!
É desculpa para a longuidão.
Olho de novo a janela
O homem que muito além estivera
Levantara-se e zarpara avante.
Invejo o intrépido caminhante,
Fazer-se ao mundo ignoto, assim,
Calcorreando caminhos estranhos,
Vivendo acasos tamanhos,
Vida que queria para mim.
À noite, canície ao luar,
Vislumbro um vulto.
Será um viandante que ali pernoita,
Apenas um homem culto
Por ali a divagar
Ou a vista que me engana
Nesta conezia do tempo meu?
Quiçá, alguém que se esqueceu
No frio gelado lá fora
De tudo o que tanto ama,
Alguém perdido em melancolia
Que a vida abandonou;
Quiçá, alguém cheio de alegria
Que por ali se encontrou.
É pequena a janela do meu quarto
Que na noite de insónia vem,
Calvas moiteiras e pasto grado
Estendendo-se muito além;
Ao longe, uma ténue sombra
Que porventura me lembra alguém,
Por ali anda ao relento
Como um estranho mendigo
À procura de um amigo
Sem abrigo, sem alento.
Visto-me para encontrar um caminho
Por entre o pasto a maninho
Mas o gelo debilita a fúria
Nas altas horas que são.
-Sair de casa é incúria!
É desculpa para a longuidão.
Olho de novo a janela
O homem que muito além estivera
Levantara-se e zarpara avante.
Invejo o intrépido caminhante,
Fazer-se ao mundo ignoto, assim,
Calcorreando caminhos estranhos,
Vivendo acasos tamanhos,
Vida que queria para mim.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Era um lindo malmequer
Era um lindo malmequer do prado.
Entreguei-me ao seu encanto,
O seu chamamento encantado,
Ouvindo seu doce canto,
Harmonia que me chamou a si.
As pétalas eram mãos que senti,
Carícias de um efémero viver
No regaço desse airoso malmequer
Com cabelo aos caracóis brilhante.
Era meu sonho o perfume seu,
O olhar escuro como a lua nova
Na noite escura como o breu
Brilhando em brilho rutilante.
Queria-o meu assim, selvagem
Como sorriso eternamente jovem.
Colhê-lo-ia e trazia-o junto de mim
Deixando-o murchar comigo
Mas o seu tempo não chegara ao fim.
Sinto! Um malmequer tão belo assim
Bem me quer só como amigo.
Entreguei-me ao seu encanto,
O seu chamamento encantado,
Ouvindo seu doce canto,
Harmonia que me chamou a si.
As pétalas eram mãos que senti,
Carícias de um efémero viver
No regaço desse airoso malmequer
Com cabelo aos caracóis brilhante.
Era meu sonho o perfume seu,
O olhar escuro como a lua nova
Na noite escura como o breu
Brilhando em brilho rutilante.
Queria-o meu assim, selvagem
Como sorriso eternamente jovem.
Colhê-lo-ia e trazia-o junto de mim
Deixando-o murchar comigo
Mas o seu tempo não chegara ao fim.
Sinto! Um malmequer tão belo assim
Bem me quer só como amigo.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Caí
Caí num buraco
Tão escuro e tão fundo
Nunca mais chegava
Ao centro do mundo.
Olhei o relógio,
A montra da hora
A queda era grande,
Era longa a demora.
Farto de cair,
Ergui a cabeça
E então levantei-me
Com toda a pressa.
Tão escuro e tão fundo
Nunca mais chegava
Ao centro do mundo.
Olhei o relógio,
A montra da hora
A queda era grande,
Era longa a demora.
Farto de cair,
Ergui a cabeça
E então levantei-me
Com toda a pressa.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O programador incansável
Com afico perseverante,
Noite e dia incessável
Labuta. Tem garra inflamante
O programador incansável.
Caixas de texto, botões,
Janelas de muitas cores,
Em maranhas de funções
Programa vários sabores.
Algoritmos mui marados
E lógica de estontear,
Tantos ciclos alinhados
P'rós programas funcionarem.
Variáveis e coisas tais
Para receberem valores
Seja em números ou literais
Apropria operadores.
Engendra tamanhas classes
P'ra instanciar objectos
Com padrões e interfaces
Em complicados projectos.
Polimorfismos e heranças,
São, p'ra ele, doce comer
São conceitos p'ra crianças
Que estão aprender a ler.
Das bases de dados é ás,
Um exímio campeão.
Qualquer área lhe apraz
Em sistemas de informação.
-Oh! Banalidades triviais!
Diz com ares de doutor.
-Arquitecturas banais
De cliente-servidor.
São comentários de artista,
De ousado programador,
Um grande especialista
Ligado ao computador.
De corpo e alma se entrega
À arte que tão bem ama.
Se o dia não lhe chega,
À noite nem vai à cama.
Excelentes programas tece,
Incansável, o André,
Mesmo quem bem o conhece
Nem sonha como ele é.
Noite e dia incessável
Labuta. Tem garra inflamante
O programador incansável.
Caixas de texto, botões,
Janelas de muitas cores,
Em maranhas de funções
Programa vários sabores.
Algoritmos mui marados
E lógica de estontear,
Tantos ciclos alinhados
P'rós programas funcionarem.
Variáveis e coisas tais
Para receberem valores
Seja em números ou literais
Apropria operadores.
Engendra tamanhas classes
P'ra instanciar objectos
Com padrões e interfaces
Em complicados projectos.
Polimorfismos e heranças,
São, p'ra ele, doce comer
São conceitos p'ra crianças
Que estão aprender a ler.
Das bases de dados é ás,
Um exímio campeão.
Qualquer área lhe apraz
Em sistemas de informação.
-Oh! Banalidades triviais!
Diz com ares de doutor.
-Arquitecturas banais
De cliente-servidor.
São comentários de artista,
De ousado programador,
Um grande especialista
Ligado ao computador.
De corpo e alma se entrega
À arte que tão bem ama.
Se o dia não lhe chega,
À noite nem vai à cama.
Excelentes programas tece,
Incansável, o André,
Mesmo quem bem o conhece
Nem sonha como ele é.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
