À noite púrpura queda e calma
Escuto o silêncio ao luar.
Traz consigo dúvidas à alma
Das certezas do dia que tarda a clarar.
Como uma pérola negra de azeviche
Esconde no escuro terno encanto
E somente ostenta um luto triste
Porque se enfeita com um negro manto.
Uivos cavos ecoam ao relento
Como lamúrias da morte e do além.
Serão solitários tormentos de alguém?
São ténues e tímidos segredos do vento
Que trazem, do sol, na brisa, o calor
Entoando, à noitinha, um hino de amor.