A fonte de todo o mal
Nada mais é senão
O pensamento racional
E toda a sua criação,
Obras, engenho e arte
A pulular por toda a parte.
Tem como, natureza, mazela,
O raciocínio, a razão,
O maior defeito nela,
Sua séria perdição.
Eivada, desespera
Qual criança carente.
Será o fim da biosfera,
O pensamento consciente
Com tristeza e alegria,
Amor e ódio pungente
E ganância em demasia.
Em razão pode ser tida
Como bem ser verdade,
O exterminar toda a vida,
Aniquila a humanidade.
Sérgio O. Marques
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terça-feira, 15 de julho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
Desiste
Caminha só nas escaldantes
Areias do deserto.
Os lábios crestados pelo sol
Imploram um pouco de água,
Nem que seja uma pequena gota.
Sente que do destino está perto,
Que se vai cobrir com um lençol
Doirado num berço de seda fina,
Palácio maravilhoso.
São só miragens a trazer ilusão,
Apenas o aguardam as noites frias
Da escura solidão.
Avança denodado, sequioso
Companheiro da esperança
Enquanto esta não o abandona.
Avista oásis mirabolantes
Povoados de gentes espampanantes
Alimento da perseverança,
O veneno do coração
Do ser incúria da decepção.
Com lânguido cambaleio
Prostra-se, mãos na face,
Joelhos no chão
E tantas lágrimas por chorar.
Nada mais o alenta,
Nada mais o acalenta.
Olha para trás e o que vê?
Tão somente as suas pegadas
Apagadas pelo vento
Da vida que já nada tem para lhe dar,
Nada para o fazer lutar.
Desiste no meio de nada
E no nada cai.
Sérgio O. Marques
Areias do deserto.
Os lábios crestados pelo sol
Imploram um pouco de água,
Nem que seja uma pequena gota.
Sente que do destino está perto,
Que se vai cobrir com um lençol
Doirado num berço de seda fina,
Palácio maravilhoso.
São só miragens a trazer ilusão,
Apenas o aguardam as noites frias
Da escura solidão.
Avança denodado, sequioso
Companheiro da esperança
Enquanto esta não o abandona.
Avista oásis mirabolantes
Povoados de gentes espampanantes
Alimento da perseverança,
O veneno do coração
Do ser incúria da decepção.
Com lânguido cambaleio
Prostra-se, mãos na face,
Joelhos no chão
E tantas lágrimas por chorar.
Nada mais o alenta,
Nada mais o acalenta.
Olha para trás e o que vê?
Tão somente as suas pegadas
Apagadas pelo vento
Da vida que já nada tem para lhe dar,
Nada para o fazer lutar.
Desiste no meio de nada
E no nada cai.
Sérgio O. Marques
Etiquetas:
Melancolia,
Sentimental,
Súplica
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Filhos do tempo
Vós, filhos do tempo,
Mansageiros da eternidade
Conhecedores da verdade
Ouvi o meu lamento,
Levai-o para lá da velha torre,
Para lá do monte,
Para onde não mais se chore,
Muito além do horizonte
Muito mais além
Onde não mais haverá ninguém.
Limpai-me, deixai o meu peito vazio
Com o vento do vosso sopro.
Sei que sequer não sou digno
De me deplorar a vós.
Sou ser insignificante
Mas sofro,
Vivo num sofrimento atroz,
Nesta imensa aflição.
Tende de mim compaixão.
Sérgio O. Marques
Mansageiros da eternidade
Conhecedores da verdade
Ouvi o meu lamento,
Levai-o para lá da velha torre,
Para lá do monte,
Para onde não mais se chore,
Muito além do horizonte
Muito mais além
Onde não mais haverá ninguém.
Limpai-me, deixai o meu peito vazio
Com o vento do vosso sopro.
Sei que sequer não sou digno
De me deplorar a vós.
Sou ser insignificante
Mas sofro,
Vivo num sofrimento atroz,
Nesta imensa aflição.
Tende de mim compaixão.
Sérgio O. Marques
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