O homem que vive pela verdade,
Conhece mais alto
Sente na alma a plenitude
Do céu, a humildade.
Iluminado,
Vislumbra o caminho da vida
Da escuridão à sã virtude
Há muito tempo esquecida.
É maior em seu ser,
Estar uno com o mundo,
Amar sem escolher,
Num se entregar profundo
Ao próximo, servir em submissão
E mesmo assim sorrir
A pureza de coração.
Um homem assim
Grande num amanhã porvir,
Não morrerá para o seu fim.
Viverá eternamente
Pois estará em paz plenamente.
Sérgio O. Marques
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terça-feira, 27 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Medo de viver
O medo é da carne a fraqueza,
A sua única doença, vil sazão.
A morte, da vida é natureza,
Não o seu mal ou perdição.
Acreditar, do espírito, a pureza,
Na alma que de vida o corpo alenta,
No amor, a Palavra que é o pão
Ânimo de liberdade, acalenta.
Sorvamos essa carne, esse sangue são
Sem recear morte que nos faz temer
Dissipemos o medo de viver.
Sérgio O. Marques
A sua única doença, vil sazão.
A morte, da vida é natureza,
Não o seu mal ou perdição.
Acreditar, do espírito, a pureza,
Na alma que de vida o corpo alenta,
No amor, a Palavra que é o pão
Ânimo de liberdade, acalenta.
Sorvamos essa carne, esse sangue são
Sem recear morte que nos faz temer
Dissipemos o medo de viver.
Sérgio O. Marques
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A segunda salvação
Quem abraça um indigente
Como se fosse um irmão,
É ser grande de coração.
Feliz de quem é clemente,
Feliz de quem vive na indulgência
E espera com paciência
A sensata justiça divina.
Será ditosa a sua sina.
Grande é o servo
Que podia ser amo,
Bem-aventurado na humildade
Pois está bem perto da verdade.
Vence do caminho a dureza,
Mas verá a sua beleza.
Denodado, quem oferece
A face, ama o inimigo
Para lá do impiedoso pungido,
Ainda assim se compadece.
Verá o esplendor,
A transcendência do amor.
Como se fosse um irmão,
É ser grande de coração.
Feliz de quem é clemente,
Feliz de quem vive na indulgência
E espera com paciência
A sensata justiça divina.
Será ditosa a sua sina.
Grande é o servo
Que podia ser amo,
Bem-aventurado na humildade
Pois está bem perto da verdade.
Vence do caminho a dureza,
Mas verá a sua beleza.
Denodado, quem oferece
A face, ama o inimigo
Para lá do impiedoso pungido,
Ainda assim se compadece.
Verá o esplendor,
A transcendência do amor.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
A verdade
Num dia de ócio, numa hora de vagar
Sentei-me numa pedra na verdade a meditar.
Com alguma sapiência
E um pouco de sabedoria
Fundamentei-me na ciência,
Firmei-me em filosofia.
Dos axiomas auferi lemas,
Dos lemas, teoremas
E dos lexemas, semantemas
Na obtenção de resultados
E busca de significados.
Calculei derivadas, apliquei integrais,
Resolvi equações às derivadas parciais,
Estudei operadores num campo de vectores,
Elaborei conjuntos, construí tensores
E utilizei postulados da física matemática.
Aprendi mecânica quântica
E a arte da semântica
Depois de versar gramática.
Pensei em cosmologia,
Em química e biologia
Em lógica e alquimia
Para chegar à luz, ao fulgor.
Com tímida ingenuidade,
Com ar inepto e agreste
Pude ver que a verdade
Acaba por se condensar
Numa una gota de amor,
Seguindo os ensinamentos do Mestre.
Sérgio O. Marques
Sentei-me numa pedra na verdade a meditar.
Com alguma sapiência
E um pouco de sabedoria
Fundamentei-me na ciência,
Firmei-me em filosofia.
Dos axiomas auferi lemas,
Dos lemas, teoremas
E dos lexemas, semantemas
Na obtenção de resultados
E busca de significados.
Calculei derivadas, apliquei integrais,
Resolvi equações às derivadas parciais,
Estudei operadores num campo de vectores,
Elaborei conjuntos, construí tensores
E utilizei postulados da física matemática.
Aprendi mecânica quântica
E a arte da semântica
Depois de versar gramática.
Pensei em cosmologia,
Em química e biologia
Em lógica e alquimia
Para chegar à luz, ao fulgor.
Com tímida ingenuidade,
Com ar inepto e agreste
Pude ver que a verdade
Acaba por se condensar
Numa una gota de amor,
Seguindo os ensinamentos do Mestre.
Sérgio O. Marques
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