segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A ria de Aveiro

Ria, lágrima de musa salgada,
Encanto do mar num canto da Terra,
Dorme serena na noite estrelada
E acorda com o sol que sobe da serra.

Por entre o junco e a canízia em moiteiras,
Deitada como mantos prateados
Escuta silente as aves ligeiras
E os peixes que em si bailam animados.

São sua história belos moliceiros,
Mercantéis de sal seguindo viagem,
Velhas salinas dos tempos primeiros.

Quando navego nas ondas das águas,
P'lo canto do olhar vislumbro na margem
Linda morena afogando-lhe as mágoas.


Apesar de morar na Ribeira de Ovar bem perto do cais que hoje não é sequer uma sombra do que outrora foi, já faz muitos anos que não navegava na ria. Este último fim-de-semana tive essa oportunidade. Achei que merecia um poema.

4 comentários:

Um Olhar disse...

Um belo poema onde se nota um grande encanto pelo local onde moras, sem dúvida uma homenagem merecida " A ria de Aveiro"...
Continuação de bons momentos de poesia.

Bjo
Fatima

DarkViolet disse...

Vê lá se mandas alguém despoluir aquela zona para que as palavras entranham ainda mais magia:)

Sérgio O. Marques disse...

Eu não mando em nada. Uma das minhas maiores alegrias é ver portugal afundado em merda poluído até ao caralh...o.
Fazia uma festa se o lixo neste país ainda fosse mais.

josé disse...

Adorei o poema...!
Esta e maravilha de Ria de facto inspira e muito!!!
Parabens e uma Santa Pascoa!!!
Jose Porfirio Santos/Ovar