sábado, 21 de novembro de 2009

Carta a uma amiga esquecida

Palavras que te não deixo
Nesta hora conturbada
São causas do meu desleixo,
Infiel ao meu desejo,
Minha ária desleixada.

As coisas que te não digo
Em tempos de amargura
Não são silêncios de amigo,
Não me inquietar contigo
São sinais da minha incúria.

Presas no lápis e escrita
À espera do papel,
As letras que o meu peito dita
Numa ânsia aflita
Desaguam a granel

De tão grande, em ser acervo
Nesta carta que te escrevo.
Meu saudoso cumprimento
No teor desta mensagem
Que, mesmo tarde vá a tempo,
Espero encontrar-te bem.

Um cálido abraço sincero
Te deixo com sã ternura
E um beijo com tanto esmero
Te leve um doce tempero
À vida que te é tão dura.

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