sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Poeta só

O sol da meia-noite vai alto,
O do meio-dia já se pôs.
Nocturno gaiato audaz
Diurno, jovial arauto.
As luas são catraias animadas
De quarto em quarto vão
Sempre meninas mimadas
Onde andam, onde estão.
O terceiro tímido sol
Cora-se em arrebol
No mundo roxo doutro mundo,
Planeta no espaço profundo.
Lá vive só com uma caneta
um poeta.

1 comentário:

Um Olhar disse...

A alma do poeta é sempre inquieta...Parabéns pela tua escrita.

Bjo
Fatima