segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Os mensageiros da liberdade (O grito da loucura)

Vão bramindo a pátria, cruz ao peito:
Os valores da sua moral, a civilização,
A ventura da justiça, o lauto preceito
Da liberdade. São livres, os outros não!
A bandeira içada ao vento em riste
Sussurra, suave, ditames dos ideais de amor
Dos valores da humanidade que subsiste
Em sonhos. Meros mensageiros dum mau valor.
Ouve-se o grunho de combate, estridente grito
Ao homem que lhe corre o sangue da nação
Nas veias dilatadas pela ira ao inimigo.
Não trazem ódio, trazem o país consigo,
Trazem abraços belingerentes na palma da mão
Mascarados de justiça, vestidos de democracia,
O preceito da fraternidade aos povos
A caraquejar a morte aos infiéis como corvos,
A sorver-lhes a seiva e abutres em necrofilia.
Quem não vive como eles caminha na penumbra
E merece a morte pela mais vil tortura.
E com essa cádava adubam a loucura.

1 comentário:

Um Olhar disse...

Quem te lê, de certeza que entende o teu pensar, com fluidez.
Adoro vir até aqui.

Uma boa semana,

Fatima