quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Viagem do futuro

Abre-se um rasgo num lapso temporal
Em vozes distantes voltadas à mente
Sobre o pano estendido, escuro sideral,
Dos ciclos imensuráveis de tempo ausente.

Dos breves momentos de estranha loucura
Vêm fluidos psitrónicos de estranheza.
Alienantes luzeiros na noite escura
São lunáticos sussurros de sã beleza.

Marcam-se os ciclos de indícios ao pensamento
E o destino surge do lugar das estrelas
Onde o futuro lido se vai escrevendo.

Espectros do que foi, do que é, do que será
Esvoaçam num relance. E, num mundo
Que s'adivinha, o futuro s'adivinhará.

1 comentário:

Um Olhar disse...

Como não tenho muito jeito para adivinhas... Dá-me muito mais jeito apreciar a tua escrita. Essa coisa do passado e do futuro, às vezes, faz sentido. Outras, nem por isso. Já que somos criaturas munidas do tal chamado livre arbítrio, podemos dar-nos ao luxo de seleccionar a bagagem do passado que podemos precisar para levar para o futuro.
Bonito este teu "Viagem do Futuro".


Bjo
Fatima